Hino de Santa Joana 

O hino de Santa Joana descreve a vida da Padroeira do Externato, Santa Joana Princesa. É entoado em alguns dos principais eventos da vida no Externato de Santa Joana, constituindo um elemento de união entre todos os elementos da comunidade escolar que, de alguma forma, estão ou estiveram ligados a este estabelecimento de ensino ao longo da sua história.    

 

 

História do Externato de Santa Joana

Apresentam-se de seguida alguns dos principais acontecimentos ocorridos nas oito décadas de história do Externato de Santa Joana, divididos por sete períodos (clique sobre cada um dos títulos para saber mais).    
 

Hino de Santa Joana 

O hino de Santa Joana descreve a vida da Padroeira do Externato, Santa Joana Princesa. É entoado em alguns dos principais eventos da vida no Externato de Santa Joana, constituindo um elemento de união entre todos os elementos da comunidade escolar que, de alguma forma, estão ou estiveram ligados a este estabelecimento de ensino ao longo da sua história.    

 

 

História do Externato de Santa Joana

Apresentam-se de seguida alguns dos principais acontecimentos ocorridos nas oito décadas de história do Externato de Santa Joana, divididos por sete períodos (clique sobre cada um dos títulos para saber mais).    
 

1. Origem

Estava-se no ano de 1934. A vizinha Espanha vivia tempos conturbados, após a implantação do regime republicano, em 1931. Era Superiora Geral da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição a Madre Maria Domingas da Conceição. Preocupada com a segurança das alunas do Colégio Seráfico que se encontram em Tuy, por causa da guerra civil que reina na vizinha Espanha, a Madre Dolores, Conselheira Geral e ao mesmo tempo Superiora da Casa de Saúde a Boavista, chama a Ir. M. Plácida de Lurdes e incumbe-a de procurar uma casa de habitação em boas condições à venda nos arredores do Porto, a fim de aí as recolher. 

 

 

Depois de algumas diligências, aparece à venda o Palácio Julião, em Ermesinde, pertencente ao Juiz Conselheiro Magalhães. Avisadas, as Madres Conselheiras ali se reuniram todas, para ver o edifício. Estava bem situado, tendo em frente um lindo jardim que ainda hoje se conserva. Foram todas unânimes em que se comprasse com a possível brevidade e se fizessem as obras necessárias, a fim de transferir o Colégio Seráfico de Tuy, no princípio do ano letivo. Foi verdadeiramente providencial a aquisição daquela casa. Estava-se no fim de junho e tudo ia correndo regularmente. Porém, no mês de julho desse mesmo ano de 1936, desencadeou-se pavorosamente a guerra civil em Espanha, a qual, em poucos dias, pôs tudo em movimento. 

 

 

Foto 01


 

2. Colégio Missionário

Em 23 de junho de 1936, ficou decidida a compra do Palácio do Juiz Conselheiro, Dr. Luís Magalhães, pela importância de 140 contos. Adquirido o edifício, a Congregação deu-lhe o nome de Colégio Missionário. A sua 1.ª Superiora, Mãe Saudade de Jesus, é coadjuvada pelo número restrito de quatro Irmãs. Dizem as suas contemporânea que a Ir. Saudade possuía uma alma de artista para a música, sobretudo, violino. Tendo sido aluna do Convento das Trinas, muito concorreu para o brilhantismo das festas que no Colégio Missionário se realizavam.

A 24 de Fevereiro de 1938, foi substituída pela Superiora do Colégio de S. José de Viana do Castelo, a Ir. M. da Chagas. 

 

 

O Colégio Missionário estava fundamentalmente destinado a preparar espiritual e intelectualmente meninas para futuras religiosas hospitaleiras e missionárias. Tinha, no primeiro lustro da década de 1940, duas a três dezenas dessas alunas, sob a orientação da Irmã Chagas.

O imóvel, situado na rua Rodrigues de Freitas, Ermesinde, em frente à grande e linda Igreja Paroquial, pertencia a Elvira da Conceição Meireles, nome civil da Superiora Geral, Madre Dolores da Sagrada Família. A 25 de novembro de 1940, é pedida ao Ministro das Finanças a transferência da inscrição para a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas, desde há pouco com personalidade jurídica, ao abrigo do artigo 49 do Decreto n.º 30615, de 25 de junho de 1940. 

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3. Patronato de São Lourenço

Em 1942, por iniciativa do então Pároco local, Padre Avelino Moutinho da Assunção, foi fundado, um anexo ao Colégio Missionário, ao qual se deu o nome de Patronato de S. Lourenço. Com o patrocínio da Madre Dolores, Superiora Geral, constituía um centro de esmera educação cristã e cívica. Destinava-se sobretudo, a crianças carenciadas de bens materiais.  Dos primeiros alunos a serem recebidos, quatro fizeram o exame da 4.ª classe, ingressando logo, um destes, no seminário dos Beneditinos, em Roriz, Santo Tirso, sendo ordenado com o nome de D. Lourenço Moreira da Silva.                 

 

em Roriz, Santo Tirso, sendo ordenado com o nome de D. Lourenço Moreira da Silva. De modesto começo, atingiu com o tempo a centena de crianças de ambos os sexos que ali se preparavam com o exame de instrução primária, admissão às Escolas Técnicas e Liceu. Às mais necessitadas servia-se diariamente uma refeição gratuita. A grande alma do Patronato foi a Ir. Teresa do Carmelo. O Patronato era uma escola pobre, sem grandes recursos, mas marcou profundamente todos os que por lá passaram.

 

 

 

 

4. Crescimento do Colégio Missionário

O Colégio missionário ia aumentando em número e qualidade. Eram cerca de 56 alunas e, num escrito da Ir. M.ª do Divino Sacramento, grande impulsionadora deste Colégio, diz-se que as alunas faziam aqui o 1.º ano, a Admissão ao Liceu, seguindo depois, para o Colégio de N. Srª. da Bonança, em Vila Nova de Gaia e aí continuavam os estudos académicos.

Aprendiam, também aqui, Português, Francês, Piano, Bordados, Desenho e Pintura. Em 1949, foi aberto no Colégio Missionário o curso noturno, para operários da região que, por ordem ministerial, não podiam trabalhar sem o diploma da 4.ª classe. 

  Foi grande o empenho e sacrifício das Irmãs e da professora oficial, D. Maria de Lurdes Saramago, atingindo o número de 400 senhoras operárias, todas elas muito gratas e reconhecidas. O tempo não para. A Ir. Chagas, Superiora neste Colégio, é substituída pela Ir. Maria Clarisse. Um ano depois, vem a Ir. M.ª Lina do Espírito Santo para o seu lugar. Nesta época, as alunas não chegavam às três dezenas. Com a vida da Ir. Lina, ultrapassaram as 50. Entretanto, aproxima-se o ano letivo de 1950/51. Como as despesas são muitas, a Direção do Colégio admite, pela 1.ª vez, alunas externas. Em outubro desse ano, contam-se 51 internas e 8 externas.    Foto 06a 

5. Acolhimento das Noviças de Caminha

Em 1957, este colégio com 54 alunas, sofre um grande impacto que o revolucionou por dentro e por fora. No dia 26 de abril, pelas 19 horas, um enorme incêndio, deflagrou no Convento de Santo António, em Caminha. Era urgente alojar as Irmãs Noviças. Todos os Colégios da Congregação, em Portugal estavam com a lotação esgotada. A Madre Maria Aurora da Santíssima Trindade, Superiora Geral, pensou logo no Colégio Missionário, como alternativa ao Noviciado de Caminha. As Noviças entraram no dia 6 de maio de 1957. É um período de êxodo tanto para as que vêm, como para as residentes, mas mais duro para estas.

Evidentemente que as precaríssimas condições dos primeiros tempos foram melhorando.

  Tentou-se acomodar da melhor forma as noviças e, por outro lado, arranjar dependências separadas para as alunas do Colégio. O dono da quinta anexa, fez mercê de emprestar uma casa, do lado Norte e com ligação para o interior do pátio do Patronato de S. Lourenço. Mas como era ainda espaço reduzido, foi alugada uma outra casa, situada do mesmo lado da rua. Estava muito danificada, mas foi ali que as meninas viveram até agosto de 1960. Ali se ministrava a maior parte das aulas, mesmo às alunas externas. Em março de 1961, foi nomeada Superiora Local a Ir. Maria Matilde da Assunção (Ir. Maria do Céu Borges de Almeida), 1.ª Diretora Pedagógica do Colégio, função que desempenhou ao longo de 30 anos (1962 a 1997).    Foto 05

 

6. Designação de Externato de Santa Joana

Com um número crescente de alunas externas e de alunos do Patronato, o Colégio ganha tal importância que é elevada à categoria de Casa Provincial e, por conseguinte, foram necessárias obras adequadas. A demolição dos salões que figuravam como Patronato dá origem a um novo pavilhão de aulas. Construiu-se por partes: inicialmente quatro classes, depois as restantes oito, com cantina e copa para os mais necessitados. O Palacete em si também sofre modificações apropriadas ao que se destinava. Sendo Superiora do Colégio a Ir. Maria Luísa do Bom Pastor, no ano de 1968, deixam de existir as alunas seráficas e o Colégio passa a funcionar apenas como Externato. Ficou designado Externato de Santa Joana, em 1973, por Portaria do Ministério da Educação Nacional. 

  Bandeira 02 

7. Tempos mais recentes

O tempo vai passando e vem assumir o cargo de Superiora do Externato a Ir. Maria Perpétua do Espírito Santo (Ir. Teresa Romão), em substituição  da Ir. Maria Luísa do Bom Pastor.

Depois do ano de 1973, deixa o cargo de Superiora Local a Ir. Perpétua e vem substituí-la a Ir. Maria do Céu Almeida, acumulando o de Diretora Pedagógica que já vinha exercendo desde 1963. A Ir. Maria do Céu deu um grande incremento ao Colégio, mandando construir o pavilhão de Educação Física. Foi feito um harmonioso restauro na capela. Tiveram início as atividades extracurriculares. Em setembro de 1997, a Ir. Maria do Céu é substituída pela Ir. Maria das Dores Freitas da Silva, como Superiora Local. Fica Diretor Pedagógico o professor Dr. Fernando Almiro Marques de Queirós, que no ano letivo 2004/2005 é substituído pela Ir. Maria Adelaide Moreira. 

Para responder ao Ministério da Educação, foi profundamente remodelado o parque infantil, com todos os materiais adequados à segurança das crianças, que, assim, podem usufruir

 

crianças, que, assim, podem usufruir de um espaço aprazível e qualificado.

Muitos são os melhoramentos e remodelações, realizados quer pela Ir. Fernanda de Lurdes Rodrigues Cortês, que substituiu a Ir. Maria das Dores, quer pela Ir. Maria Aurora Lopes Soares, atual Diretora Administrativa do Externato, não só para manutenção, mas para responder aos requisitos que, nesta época de mudança se impõem: pavilhão para os alunos do 2.º ciclo, cantina, cozinha, salas de trabalho para os professores dos diferentes ciclos, sala para as atividades extracurriculares, biblioteca, sala de computadores, espaços de recreio cobertos, secretaria adequada, arquivo morto, salas de aulas apetrechadas com quadros interativos e outros, vão respondendo aos novos desafios e exigências da Educação, bem como às necessidades educativas dos alunos de hoje. A Ir. Maria Aurora acumula as funções de Diretora Administrativa e Pedagógica até ao ano 2010/2011, quando a função de Diretora Pedagógica passa a ser exercido pela Ir. Paula Maria Santos Almeida.

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